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Doenças contagiosas no Algarve

No sul de Portugal, existem muitas doenças transmissíveis por picadas de insetos. Sem tratamento, todas as doenças são potencialmente fatais. É fundamental que tenha consciência do perigo que o seu animal de estimação corre, para que o possa proteger de todas as formas possíveis

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Muitos dos parasitas e das doenças contagiosas que existem no Algarve são raras no resto da Europa, principalmente em países não mediterrânicos.


Quando as pessoas se mudam para áreas onde existem doenças endémicas devem tomar precauções (como acontece, por exemplo, com a malária) e o mesmo é válido para o seu cão. Tendo em conta que há vários vetores de transmissão de doenças, existem várias combinações de produtos possíveis que são mais económicas e que fornecem uma proteção completa.

 

Para mais informações sobre proteção contra parasitas, venha falar com a nossa equipa. A primavera e o verão são espetaculares no Algarve e queremos que todos aproveitem o sol e o bom tempo sem preocupações. Não se preocupe, proteja-se.

 

Existem diversos parasitas transmitidos pelo sangue que são disseminados por mosquitos, pulgas e carraças quando estes se alimentam do sangue dos cães ou gatos. 

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Dirofilariose (Verme do coração)

Doenças transmitidas por carraças e pulgas

Dirofilariose (Verme do coração)

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Leishmaniose

Doenças transmitidas por carraças e pulgas

Dirofilariose (Verme do coração)

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Doenças transmitidas por carraças e pulgas

Doenças transmitidas por carraças e pulgas

Doenças transmitidas por carraças e pulgas

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Dirofilariose (Verme do coração)

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O mosquito é o culpado!

O mosquito é infetado, na verdade, ela (são sempre fêmeas), é o inseto vetor de transmissão da dirofilariose. Mais tarde, as larvas são transmitidas para o sangue do animal de que o mosquito se alimenta.


O verme do coração é tão desagradável quanto o nome sugere. É realmente um verme que cresce nos vasos sanguíneos do coração e dos pulmões do seu cão e que pode atingir os 17 a 30 centímetros de comprimento! Tudo dentro do coração e das artérias dos pulmões do cão.

 

Os vermes adultos provocam irritações nos músculos cardíacos e nos vasos sanguíneos, fazendo com que a pressão da circulação pulmonar (nos pulmões) aumente. Ao fim de algum tempo, os danos e o fluido acumulado nos pulmões provocam letargia e tosse, que são os primeiros sintomas a manifestar-se.

Sem tratamento, esta doença é fatal.

O tratamento do paciente infetado também acarreta muitos riscos e é potencialmente fatal, porque os vermes moribundos podem provocar tromboses pulmonares (nos pulmões). Tendo em conta estes riscos, os pacientes têm de ser internados durante o tratamento.


Mesmo se o tratamento for bem-sucedido, os cães mais afetados podem ficar com sequelas permanentes nas paredes dos vasos sanguíneos, nos músculos do coração e no tecido pulmonar. 


Também existem registos de casos desta doença em gatos, mas a dirofilariose felina não é prevalente em Portugal.

Prevenção

De todas as doenças transmissíveis que existem no Algarve, a dirofilariose é a mais fácil de prevenir. 


PROTEÇÃO MENSAL

De todas as doenças transmissíveis que existem no Algarve, a dirofilariose é a mais fácil de prevenir.


  1. Via oral - comprimidos ou comprimidos mastigáveis, existe uma vasta gama de produtos licenciados de entre os quais pode escolher.
  2. Monthly spot-on treatments, working in combination with flea treatments.


Estas medidas preventivas mensais são muito úteis para quem vem passar férias. 


É importante que saiba que o comprimido mensal previne a infeção da dirofilariose no mês anterior à administração do mesmo, não no mês seguinte. Ou seja, um comprimido administrado no dia 1 de junho protegerá o seu cão durante o mês de maio. .


PROTEÇÃO ANUAL

Existe uma vacina que pode proteger o seu cão da dirofilariose durante doze meses. Muitas pessoas (incluindo os nossos veterinários), optam por sincronizar esta vacina com as vacinas anuais dos seus animais. Assim, nunca nos esquecemos de administrar este valioso medicamento profilático.


Recomendamos fortemente que se façam análises sanguíneas antes de iniciar qualquer medida preventiva, para evitar uma sensação de falsa segurança e para nos certificarmos que o animal não está infetado, porque alguns destes medicamentos podem causar graves reações quando a infeção já está instalada.

Leishmaniose

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Uma doença incurável transmitida por mosquitos.

A Leishmaniose é uma doença incurável, transmitida por pulgas, que provoca uma série de problemas por todo o corpo.


Os principais sintomas são: perda de peso, mau estado e queda de pêlo. Não parece grave, mas é uma doença crónica debilitante que o sistema imunológico não consegue eliminar.


Em alguns casos, esta infeção pode provocar morte por insuficiência renal pouco tempo depois do diagnóstico, independentemente dos tratamentos administrados.


Uma vez estabelecida, não há cura para a Leishmaniose. Podemos controlar a doença (até um certo ponto) com medicação diária que terá de ser administrada até ao fim da vida do cão. Mesmo com estes medicamentos, os cães infetados têm a sua longevidade comprometida e ficam mais suscetíveis a outras doenças.


Muitas vezes, os sintomas da doença são muito vagos. Normalmente, lesões cutâneas por todo o corpo que não curam nem respondem a tratamentos, especialmente nas orelhas, na cabeça, nas costas e na cauda. Os sintomas mais graves da doença podem incluir perda de peso acentuada, hemorragias (como, por exemplo, do nariz), e gengivas empalidecidas.


Algumas raças são mais suscetíveis a contrair infeções graves devido a esta doença, nomeadamente Rottweilers, Boxers, Cocker Spaniels, Huskies, Labrador Retrievers e Pastores Alemães.


Os humanos também podem contrair esta doença. O contágio não se faz pelo contacto com cães infetados, mas estes são um depósito de parasitas para as pulgas. O contágio de humanos é mais comum noutros continentes, como, por exemplo, na América do Sul e em África. 

Prevenção

Recomendamos fortemente que proteja o seu cão desta doença terrível. A prevenção é feita através da vacinação e da aplicação de pipetas externas antiparasitas.

 

VACINAS

Existem duas vacinas disponíveis: a LetiFend® e a Canileish®. Tal como outras vacinas, ambas envolvem reforço anual. 

  

Pode começar o plano de vacinação a partir dos seis meses de idade. 


PREVENÇÃO ORAL

Leishguard®. É um líquido administrado oralmente, que deve ser colocado na comida do seu cão diariamente.

 

Este líquido tem de ser administrado durante 30 dias, e confere proteção durante quatro meses.


Para garantir uma proteção que dure um ano, o Leishguard® deve ser administrado a cada quatro meses (isto é, três vezes por ano).


O medicamento estimula o aumento de uma hormona chamada prolactina. Uma pequena curiosidade: inicialmente, pensava-se que esta hormona só afetava a produção de leite pelas glândulas mamárias, mas recentemente comprovou-se que a prolactina possui outras funções, e uma delas é estimular o mecanismo do sistema imunológico "mediado por células", que é fundamental no combate à Leishmaniose.


Este medicamento também é utilizado no tratamento de cães infetados com Leishmaniose, porque estimula a resposta do sistema imunitário à presença do organismo da Leishmaniose da forma mais adequada. 


PROTEÇÃO SUPLEMENTAR

As melhores opções para repelir as pulgas são pepitas e coleiras antiparasitas.


São ambas recomendadas pelos fabricantes das vacinas LatiFend® e CaniLeish®, bem como pelo fabricante do Leishguard®. Os fabricantes destes produtos solicitam que os donos dos animais continuem a utilizar um repelente de insetos.


Reduzir as picadas de mosquitos faz parte de um protocolo de tratamento preventivo, diminuindo a possibilidade da transmissão de Leishmaniose.


Deve-se fazer um teste para comprovar que o seu cão não possui Leishmaniose antes de iniciar a proteção. 

Carraças e Pulgas

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No Algarve, existem várias doenças contagiosas transmitidas por carraças, e que podem afetar cães, gatos ou cavalos. Todas estas doenças são debilitantes e potencialmente fatais, algumas delas também podem afetar os humanos.

 

As carraças são mais comuns nos meses mais quentes, principalmente depois de chover, mas a febre da carraça pode permanecer latente e manifestar-se em qualquer altura do ano. Já diagnosticámos doenças deste tipo durante o inverno.


Os sintomas são muito diversos, e podem ir desde falta de apetite, a hemorragia nasal, anemia ou até colapso do animal.


As carraças podem transmitir mais do que um parasita simultaneamente.

 

Infeções múltiplas são muito mais graves do que infeções singulares, e representam um risco muito maior para o seu animal. Todas as fases da doença são agravadas e o sistema imunitário fica seriamente comprometido, diminuindo as hipóteses de sobrevivência do animal e complicando todos os procedimentos do tratamento.

Prevenção

As carraças são muito teimosas e, infelizmente, nenhum dos tratamentos disponíveis lhe garante que o seu cão está protegido a 100%.


Existem várias opções:


COLEIRAS CONTRA CARRAÇAS

Dependendo da coleira, podem garantir proteção durante quatro e seis meses (independentemente do que diz na embalagem).


Recomendamos que retire a coleira do seu cão todos os meses para a limpar, também a pode torcer para estimular a libertação dos químicos e aumentar a sua eficácia.   


PIPETAS ANTIPARASITAS

Certifique-se de que afasta o pêlo para colocar o medicamento diretamente na pele do animal, disponha o líquido numa linha que atravesse todo o corpo.


A pele tem de estar completamente seca e deve evitar que o seu animal se molhe nas 48 horas a seguir à aplicação do produto, pois é neste período que o produto se espalha por todo o corpo, através da camada oleosa da pele. A maioria destes produtos é resistente à água, mas o champô retira toda a camada oleosa da pele, incluindo o produto.


COMPRIMIDOS ORAIS E COMPRIMIDOS MASTIGÁVEIS 

Podem ser mensais ou trimestrais, como o Bravecto®.


Em seguida, apresentamos uma lista dos produtos que recomendamos. Atenção, todos os produtos listados são eficazes contra carraças e 100% eficazes contra pulgas.


  • Advantix® Spot-On (cada pipeta confere proteção durante um mês)
  • Activyl® Spot-On (cada pipeta confere proteção durante um mês) 
  • Coleiras Seresto® (cada coleira confere mais de seis meses de proteção)
  • Comprimidos Bravecto® (cada comprimido confere proteção durante três meses)


Examinar o seu cão todos os dias, à procura de eventuais carraças, pode ser crucial para a sua saúde. É uma estratégia preventiva muito importante e ainda mais significativa nos períodos de risco elevado, como a primavera e o verão. Verifique atentamente as zonas do peito, da cabeça e entre os dedos.

 

Os organismos parasitários demoram cerca de 48 horas para passar do carrapato para o animal hospedeiro, por isso, se verificar o seu animal diariamente, irá diminuir significativamente as hipóteses de contágio.


Em seguida, descrevemos os principais organismos que provocam doenças graves nos seus animais. Normalmente, “agrupamos” todas estas doenças dentro do termo geral “febre da carraça”.

Piroplasmose

Este parasita transmitido pelo sangue é disseminado pelos carrapatos infetados quando estes se alimentam.


Como pode ver na foto de microscópio apresentada, os parasitas invadem os glóbulos vermelhos (hemácias) e começam a multiplicar-se dentro deles. Estes glóbulos vermelhos acabam por morrer e rebentar, libertando mais parasitas no sangue, esta doença é ligeiramente parecida à malária. É o rebentamento das hemácias que provoca os primeiros sintomas visíveis da Piroplasmose, nomeadamente anemia e icterícia.


Os donos também podem detetar sintomas como letargia, fraqueza, depressão e vómitos. À medida que a doença progride, o animal começa a sentir dificuldades respiratórias e pode colapsar. Os animais infetados podem apresentar hematomas nas gengivas e, como já explicámos, anemia e icterícia.


Se a doença for diagnosticada precocemente, existe uma grande hipótese de cura, embora o tratamento possa durar um mês. Eventualmente, podem ocorrer recaídas. 


A Piroplasmose pode afetar cães e cavalos.


Esta é a única doença da “febre da carraça” para a qual existe uma vacina, asta vacina necessita de um reforço anual. Apesar de a vacinação contra a piroplasmose não ser 100% eficaz, aumenta as hipóteses de sobrevivência do seu cão no caso de ser infetado.

Ehrlichiose

Das doenças transmitidas pelo sangue, a Ehrlichiose é a mais agressiva e potencialmente fatal, e pode facilmente provocar um coma ou a morte, pouco tempo depois do contágio.

 

A Ehrlichiose é transmitida pelas carraças que se alimentam do seu cão. Os organismos parasitas conseguem sobreviver no corpo das carraças hospedeiras até cinco meses. Assim, as jovens carraças que são infetadas pelo parasita durante o outono, tornam-se num reservatório destes organismos para a primavera seguinte.

 

Os sintomas iniciais incluem hemorragias das gengivas, do nariz ou de outras membranas mucosas, mas evoluem rapidamente para letargia, depressão, anorexia, anemia ou pior.


Em Portugal, esta doença pode afetar tanto cães como gatos e cavalos.

 

O diagnóstico e o tratamento precoce são essenciais para a eliminação eficaz da Ehrlichiose. O tratamento é similar ao da Piroplasmose.

Borreliose (doença de Lyme)

Este parasita também é transmitido pelas carraças quando estas se alimentam e (também) pode permanecer latente numa carraça em desenvolvimento durante todo o inverno, mas para que o contágio ocorra, uma carraça tem de estar agarrada ao cão durante cerca de 48 horas.


Quando o sistema imunológico do animal ataca este organismo ocorre uma reação que causa danos no corpo do próprio animal. Devido a esta reação, manifestam-se vários sintomas, nomeadamente coxeio, fraqueza, convulsões e anemia.


A Borreliose pode ser curada com um tratamento de antibióticos extensivo, mas podem ocorrer danos permanentes nas articulações ou em órgãos internos, como os rins.


Paciente nos cuidados intensivos devido a uma infeção por Borreliose.


Os humanos também podem contrair a doença de Lyme, mas só podem ser infetados por picadas diretas de pulgas, não pelo contacto com cães infetados. 

Rickettsia e Haemobartonella

Estes organismos invadem a corrente sanguínea, danificando os glóbulos vermelhos e o revestimento dos vasos sanguíneos, e causando danos a inúmeros órgãos.


Mais uma vez, os sintomas iniciais são muito vagos: letargia, fraqueza, depressão e anorexia. Por vezes, também se podem verificar hematomas nas gengivas.

 

Estes organismos afetam tanto cães como gatos.


Normalmente, um tratamento precoce é eficaz, mas as recaídas ocorrem frequentemente.


Em seguida, pode ver uma fotografia de hematomas na mucosa bocal de um gato com Rickettsia.